theme by hyliar.
detalhes por eternall-y
Essa noite, assim como tem sido várias outras eu fechei meus olhos e permiti que meus pensamentos me guiassem até você, eu necessitava sentir o gosto dos seus beijos, sentir seus abraços, necessitava olhar nos seus olhos e bem baixinho ao seu ouvido, dizer, eu amo você. Tendo orgasmos:
Só peço a você,
um favor, se puder, não me esqueça num canto qualquer.

Capítulo IV - Pedro.

Depois de acordarmos, ela ligou para os pais que já haviam chegado e fui leva-la até sua casa. O silêncio pós transa dominava o ar. Eu odiava aquele silêncio, mais não fazia nada pra mudar. Chegamos no apê dela e eu subi com ela, dei um selinho nela e me despedi, depois eu voltei e a pedi em namoro. Eu tava meloso demais, nem parecia o Pedro Enrique Winter de alguns dias atrás. Ela aceitou e meu coração batia feito louco, tive medo de cair duro ali de tão rápido que bateu. Fui pra casa, tomei uns 4 banhos, troquei de roupa umas vinte vezes e nada me fazia sentir a vontade. O pai da Malu me ‘amava’, mais que demais. Ele nunca me curtiu, a mãe dela dizia que eu não prestava e falava que eu já tinha pegado o colégio todo e toda a vizinhança. Ia ser foda. Mais criei coragem, eu aturei eles esse tempo todo agora ia broxar? Não Pedro, tu não é disso guri. Sorri, tomei mais um banho.

Leonardo: ah filho, para. Vai ficar tudo bem..

Pedro: sei lá. - me sentei no sofá. - tô uma pilha.

Leonardo: se não fosse de verdade, tu não taria assim, se fosse fácil não valeria, se não tivesse obstáculos não compensaria depois.

Pedro: eu a amo, demais. E isso tá me pilhando, eu tô mudando, eu tô broxando. Ficando um meloso e o Pedro tá sumindo.

Leonardo: a tua essência não some, não acaba, quando o amor é de verdade, vale. A essência fica. E se ela for a pessoa certa, ela vai te mudar, pra melhor meu filho.

Deu oito horas, desci pro estacionamento, coloquei um pagodão. É, eu curtia até. Fui até o apê, cheguei, entrei. Toquei a campainha, ela atendeu e não me beijou. Eu também não a beijei.

Malu: entra.

Pedro: tu tá tensa.

Malu: meu pai tá de cu virado. - isso Malu, fode mais comigo. Sorri pra disfarçar o desespero.

Pedro: boa noite.. 

Eles responderam seco. Tinham vontade de me fuzilar porque minha fama não era boa em lugar algum.

Malu: senta Pepê. - ela disse apontando pro sofá, se sentando. Sentei e esperei eles virem até a sala.

Julie: fala Pedro.

Pedro: eu amo a Maria. Mais que tudo na minha vida. Mais que a minha própria mãe. - gaguejei, minha mão suou e eu pirei.

Carlos: mais que a TUA mãe?

Pedro: é. Não. Sei lá. Não sei o que é essa bagaça que eu tô sentindo. Dizem que é amor esse troço. - sorri sem graça. Eu era um filho da puta.

O pai dela me olhava, me fuzilava, Maria queria socar a minha cara pelas merdas que eu dizia. Julie então, sei lá. Se ela pegasse uma arma e apontasse pra minha cabeça eu não iria me assustar. O clima tava tenso, e eu só piorava.

Malu: Pe..

Carlos: deixa ele terminar Maria Luísa. - véi, chamou a Malu pelo nome todo, nassssss a bagaça fodeu, aonde eu aperto pra acordar? Abre a janela pra mim pular ou a porta pra mim fugir e nunca mais voltar..

Pedro: eu quero ela pra ser mãe dos meus filhos sabe? Quero ela pra dividir a cama, de casal claro porque a Maria é espaçosa. (sim, eu me fodia a cada segundo que passava.) Quero ela pra vida toda, pra namorar, noivar, casar, fazer bodas de papel de pão até bodas de diamante, e dividir o luxo, porque mesmo eu amando todo o simples dela, todo canto desse corpo maravilhoso, eu vou querer dividir com ela um xbox nas tardes sem nada pra fazer no domingo. Eu quero ela pra dividir tudo de bom e de ruim que vier me acontecer, quero fazer parte de tudo da vida dela, quero que ela me deseje a cada segundo, tanto pra uma transa quanto pra dividir algum problema que rolou com ela. Eu a amo demais, e talvez seja por isso que eu falei demais, só falei merda e não disse na verdade nada. Nada do que eu quero passar com ela, nada do meu amor, nada da importância que ela tem pra mim. Eu amo essa baixinha mandona. Amo demais. - sorri. Fodeu.